quarta-feira, 8 de julho de 2009
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Modo de não estar certo
A Cada dia que passa, o tempo parece parar... mas passa tão rápido, e quando me dou conta o tempo se passou..
E hoje e nem ontem e antes, não sei se estou vivendo a minha vida, assim como tantos dizem ou se vivo ao meu modo, ou meu
Modo não está certo...
Tantos dizem que só se vive de verdade quando fazemos besteiras e loucuras, que o mundo que temos é o próprio inferno... e cada prazer que encontramos temos que guarda-los, aproveita-los..
Mais não sei o que fazer... muitas vezes me vejo em devaneios,pois não sei me comportar nesse mundo.
que não sabia o que era ler um bom livro ou até mesmo dar uma volta ao parque...
Me perdi em pensamentos e desejos que não são meios... me perdi de tal maneira que não sei o que resta de mim...
Me perdi tanto, que esse meu perder atrapalhou a minha vida daqui...
Mesmo assim quando mais a gente aprende mais preconceituoso ficamos... e mais fracos também principalmente quando se aprende o que eu aprendo...
Onde cada vez mais existe uma linha, um fio entre a sanidade e a loucura.
Coisas que eu achava que conseguia e que na verdade não conseguia.
Mais que ou encontrar e eu apenas preciso deixar estar...
E hoje e nem ontem e antes, não sei se estou vivendo a minha vida, assim como tantos dizem ou se vivo ao meu modo, ou meu
Modo não está certo...
Tantos dizem que só se vive de verdade quando fazemos besteiras e loucuras, que o mundo que temos é o próprio inferno... e cada prazer que encontramos temos que guarda-los, aproveita-los..
Mais não sei o que fazer... muitas vezes me vejo em devaneios,pois não sei me comportar nesse mundo.
que não sabia o que era ler um bom livro ou até mesmo dar uma volta ao parque...
Me perdi em pensamentos e desejos que não são meios... me perdi de tal maneira que não sei o que resta de mim...
Me perdi tanto, que esse meu perder atrapalhou a minha vida daqui...
Mesmo assim quando mais a gente aprende mais preconceituoso ficamos... e mais fracos também principalmente quando se aprende o que eu aprendo...
Onde cada vez mais existe uma linha, um fio entre a sanidade e a loucura.
Coisas que eu achava que conseguia e que na verdade não conseguia.
Mais que ou encontrar e eu apenas preciso deixar estar...
Hoje e Agora...
Pensando no vídeo acima...Segue alguns devaneios...
Agora
Estou arquitetanto grandes planos,milaborantes, e ninguém vai me segurar!!
E agora todos os caminhos irão se abrir, e se eu derrubar é pênaldi, então se segurem que eu estou novamente como titular, - Que comecem os jogos!!
HAHAHAHA...
Doce piada,como posso ser assim... enquando estiver nessas condições, sou apenas farinha ao vento... que se dilui e se mistura no nada...E a depressão anda ao meu lado sempre a me cordejar, e sinto-me ligeiramente seduzida por suas idéias insanas..
Sei que me encontro no nada, mas enquando estiver assim...nada terei... e assim a vida vai virando pó.. gotas de tempo que se dissovem em reflexos esquecidos... abandonados na frente do espelho.
Mas como dizia Fernando Pessoa... "Assim tenho em mim todos os sonhos do mundo"... Espero que ele esteja certo!
Minha última esperança! vamos esperar o tempo...
Mandarei notícias...
Agora
Estou arquitetanto grandes planos,milaborantes, e ninguém vai me segurar!!
E agora todos os caminhos irão se abrir, e se eu derrubar é pênaldi, então se segurem que eu estou novamente como titular, - Que comecem os jogos!!
HAHAHAHA...
Doce piada,como posso ser assim... enquando estiver nessas condições, sou apenas farinha ao vento... que se dilui e se mistura no nada...E a depressão anda ao meu lado sempre a me cordejar, e sinto-me ligeiramente seduzida por suas idéias insanas..
Sei que me encontro no nada, mas enquando estiver assim...nada terei... e assim a vida vai virando pó.. gotas de tempo que se dissovem em reflexos esquecidos... abandonados na frente do espelho.
Mas como dizia Fernando Pessoa... "Assim tenho em mim todos os sonhos do mundo"... Espero que ele esteja certo!
Minha última esperança! vamos esperar o tempo...
Mandarei notícias...
sábado, 20 de junho de 2009
Poema em linha reta
Poema em linha reta
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachadoPara fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Fernando Pessoa(Álvaro de Campos)
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachadoPara fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Fernando Pessoa(Álvaro de Campos)
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